17.1.12

Como muitos portugueses, não sou grande conhecedora do cinema feito cá em Portugal, mas quando vejo um consigo, acho eu, analisar a sua qualidade ou não.

Nos próximos dois meses aqui na cidade onde moro, todas as semanas irá ser transmitido um filme nacional. A semana anterior vi o 'Amália - o filme', esta semana foi a vez de 'O estranho caso de Angélica', de Manoel de Oliveira, o nosso realizador com mais de um século de existência.

Em 2010 o filme figurou entre os 25 melhores filmes do ano eleitos pela revista New Yorker, tendo ficado em 8º lugar, mas para o primeiro filme de Manoel de Oliveira que vi devo dizer que não fiquei com a melhor impressão.

 

A história até podia ser interessante e até tem alguns pontos a mencionar, mas no geral achei um filme medíocre, tendo reparado que as pessoas na sala bocejavam com o passar da película...

Bem, adiante. A fotografia do filme essa é excelente e a música também está bem inserida, mas é apenas isso. Não tenho nada mais a acrescentar de positivo, os diálogos são fracos (por vezes surreais tal como li aqui) e os actores não mostram qualquer entusiasmo nas suas participações. Muitas cenas podiam ter sido retiradas de um momento de uma peça de teatro, dando-lhe um vazio enorme na construção do filme. É muito parado, as cenas não parecem desenvolver-se e os planos filmados são parcos. Uma cena que achei hilariante de tão má que foi encenada foi uma das cenas do fim, em que a personagem Isaac empurra o médico e depois cai para o lado...

Enfim, dava ao filme uma nota negativa.

 

Sinopse: Uma noite, Isaac, jovem fotógrafo e hóspede da pensão de Dona Rosa na Régua, é chamado com urgência por uma família abastada, para tirar o último retrato da filha, Angélica, uma jovem mulher que morreu logo após o casamento. Na casa, em luto, Isaac descobre Angélica e fica estupefacto com a sua beleza. Quando encosta o olho à lente a jovem parece voltar à vida, só para ele. Isaac apaixona-se instantaneamente por ela. A partir desse instante, Angélica irá assombrá-lo dia e noite, até à exaustão (Fonte: Sapo).

sinto-me:
link do postescrito por anid, às 19:44  opina à-vontade

16.1.12

Há dias fui ver o filme 'Amália' de 2008, do realizador Carlos Coelho da Silva, com Sandra Barata Belo no principal papel.

Mesmo para quem não goste de fado como estilo de música, aconselho vivamente que vejam este filme, pois este é um retrato sobre a nossa diva do fado, sobre Amália enquanto filha, irmã, mulher e esposa.

 

As duas primeiras imagens do filme decorrem em duas décadas diferentes: a primeira em 1974, dias depois do Revolução, no Coliseu de Lisboa, e a outra dez anos depois, num hotel em Nova-Iorque em que Amália aguarda notícias sobre a evolução da sua doença. Com imagens intermitentes do quarto do hotel, o filme mostra-nos inicialmente uma Amália pequena com gosto pela cantoria, muitas vezes rejeitada especialmente pela mãe, mas adorada por duas das suas irmãs, Aninhas (que morre aos 16 anos) e Celeste, que a acompanhará em muitos dos momentos da sua vida, depois uma jovem e uma mulher adulta que ama o fado e que só faz aquilo que quer (há referências no filme sobre isto).

 

Na minha opinião, o filme consegue-nos fazer sentir uma grande admiração pela mulher que ela era, concordando ou não com determinadas atitudes que Amália tomou ao longo da sua vida. Algo que me impressionou e que foi muito vincado no filme, foi que Amália era 'perseguida' pela Morte, tendo-se tentado suicidar por diversas vezes ao longo da sua vida, uma das quais em 1984, no quarto de hotel em Nova Iorque.

 

O filme não deixa, mediante algumas opiniões, de ser uma versão romanceada da vida da cantora, sendo que os familiares de Amália tentaram impedir a realização do filme e a própria estreia através de uma providência cautelar, à qual o tribunal deu parecer negativo.

 

Podem visitar esta página: 'http://www.vidaslusofonas.pt/amalia_rodrigues.htm'

 

De 1954 a 1984, são trinta anos em busca de um equilíbrio que escapa, de um amor que lhe foge, ao contrário do sucesso artístico, que a vai projectando como

uma vedeta mundial. É esse o núcleo de "Amália", um filme onde se revelarão algumas das histórias secretas da fadista, ao mesmo tem

po que se reconstituem os mais memoráveis momentos da sua carreira artística. Viver não lhe chegava. Cantando, chegou a todos.

 

sinto-me:
música: Perfeito Coração, Amália Rodrigues
link do postescrito por anid, às 16:14  opina à-vontade

5.4.11

Nunca tinha ido ao cinema sozinha.

 

Mas devo dizer que a única parte constrangedora é no momento em que saímos de casa até ao cinema e depois lá adquirimos o bilhete. No interior da sala é tudo igual...

 

No entanto, senti falta de uma coisa: tenho o péssimo hábito (confesso) de volta e meia tecer comentários ao longo do filme a quem me acompanha... Acho que não são incómodos, o meu interesse vai somente na direcção de se está a gostar ou não da escolha do filme.

 

Quanto ao filme de hoje, pouco tenho a dizer, a não ser que... talvez nunca tenha visto filme tão estranho., apesar de ser uma história algo cliché... Poderia dizer que é pelo facto de ser europeu (era um filme italiano), mas acho que não vai bem por aí... Era parado, monótono, negro e com cenas muito poucas explicadas... O filme chamava-se 'Eu sou o amor' (Io sono l'amore). No entanto, achei a paisagem retratada linda (mostraram várias cidades italianas e em diversas alturas do ano) e o retrato familiar muito bom. A actriz principal, Tilda Swinton, apesar de não conhecer muito bem o trabalho dela, acho que esteve fenomenal... 

 

Porém, é de avisar, que não é um filme para qualquer pessoa e essa pessoa tem que ir de espírito aberto (apanhei uma senhora a dormir ao meu lado...)

 

link do postescrito por anid, às 18:25  opina à-vontade

29.3.11

No Domingo regressamos às nossas sessões de cinema, desta feita em formato de programa a dois. Depois de alguma insistência da minha parte e de começar a alongar a lista de filmes a ver, o meu marido lá me fez a vontade.

 

Optamos por dois filmes de acção, um deles com suspense de cortar a respiração. Então, vamos lá falar um pouco sobre eles.

 

 

O primeiro foi um filme chamado 'Takers', com nomes bem conhecidos, entre eles Matt Dillon, Paul Walker, Hayden Christensen, Jay Hernandes, Zoe Saldanha e muitos mais. A história do filme tem uma premissa simples: um grupo de criminosos faz assaltos e uma dupla de polícias tenta apanhá-los. Porém, os assaltos são perfeitos e está a deixar a polícia em polvorosa... Para o género, até está bem interessante e bem conseguido, com um grupo de criminosos bem diversificado. Aqui fica uma breve sinopse.

 

 

 

 

 

 

 

 

O outro fime chamava-se 'Imparável' ('Unstopable'), com Denzel Washington e Chris Pine. No seu primeiro dia de trabalho, Will (Chris Pine) faz dupla com Frank (Denzel) e o objectivo é simples: transportar um comboio com vários vagões de um ponto para o outro. Mas entretanto, uma outra dupla comete um erro e deixa um comboio sem condutor seguir a uma velocidade descontrolada, cheio de vagões com químicos perigosos. O grande problema é tirar os comboios da linha principal e pará-lo. Porém, o comboio de Frank e Will não consegue numa primeira fase sair da linha... É realmente um filme cheio de suspense do inicio ao fim. A não perder.

 

link do postescrito por anid, às 14:14  opina à-vontade

3.12.09

Ontem, ao fazer zapping, parei num dos canais da TVCine e deparei-me com 'Road House' ('Profissão Duro', em PT).

Já se lembram?

Foi um filme que o Patrick Swayze protagonizou dois anos após o grande sucesso de 'Dirty Dancing'.

A fita em questão é má, muito má e só vale mesmo pelo facto do actor mostrar por várias vezes que tinha os abdominais em forma. A personagem faz lembrar por vezes a personagem 'Johnny' de 'Dança Comigo', em gestos, em reacções e na forma de andar. Talvez então diga mesmo que não se conseguia distinguir, enfim, as personagens do actor.

Não há muito mais a acrescentar sobre o filme, a não ser que era uma daquelas típicas histórias em que um forasteiro chegava a uma pequena cidade e se tornava o defensor dos oprimidos e o inimigo dos ricos. No próprio filme, há referências entre a personagem de Patrick Swayze e Sam Elliot de que a cidade muda, mas que os problemas são os mesmos...

 

Só para quem gostar do género e for fã incondicional do actor.

 

link do postescrito por anid, às 18:52  opina à-vontade

23.11.09

 

No sábado passado decidimos ir ao cinema em vez de ficar em casa e para estarmos, mais ou menos, de acordo (éramos quatro com gostos distintos), fomos ver o filme '2012'.

Mas o facto é que depois de ver 'O dia depois de amanhã' em 2004, prometi a mim mesma que não voltaria a ver outro filme apocalíptico. É que sonhei a noite toda com o filme...

 

Bem, mas às coincidências entre os dois filmes. Foram ambos realizados pelo alemão Roland Emerich, que parece que se tornou especialista em filmes-castátofre (não esquecer que também realizou o 'Dia da Independência) e ambos falam do desaparecimento da Terra como a conhecemos hoje. Previsões à parte, o certo é que temos conhecimento do aquecimento global e dos seus malefícios e em 2012 do alinhamento com o Sol. E isso é o que mais assusta.

 

Aconselho a ver ambos os filmes e apesar de dizermos que são apenas ficção, acho que deixa uma mensagem para todo o planeta: a importância de podermos ainda fazer alguma diferença para salvá-lo. Mas parte de nós, cada indivíduo, de tomarmos iniciativas, como reciclar, diminuir a poluição (deixar de andar de carro apenas por uns metros...), fazer poupança energética, poupança de água, etc. Porém, acho que uma grande parte destas iniciativas também devem partir dos altos representantes dos nossos países. Há que haver uma união, esquecendo as diferenças, para um bem maior. Isso aplica-se a tentarmos pelo menos terminar com as guerras, descobrir novas fontes energéticas menos poluentes, tentar não destruir de uma maneira tão drástica as nossas florestas...

 

Há tanta coisa que ainda se pode fazer...

 

link do postescrito por anid, às 17:06  cusquices (1) opina à-vontade

15.11.09

Ontem regressamos aos serões de cinema.

Depois de ter feito o jantar (uma espécie de esparguete à carbonara), decidimos ver um filme.

Mas o nosso leitor de dvd é esquisito e só aceita dvds originais. Depois de termos experimentado duas cópias, já estávamos quase a desistir, quando me lembrei que tinha um filme em casa, que nem nós, nem o casal amigo que estava connosco tinha visto.

Era um filme meio desconhecido para nós e com actores que não temos particular preferência. Mas foi a melhor alternativa para o nosso serão não ficar arruinado.

Portanto aqui vamos nós.

 

Filme: VERDADE INQUIETANTE (Slow Burn)

Ano: 2005

Origem: EUA

Realização: Wayne Beach

Actores: Ray Liotta, LL Cool J, Mekhi Phifer, Jolene Blalock e Taye Diggs

 

 

Sinopse: Pouco antes da meia-noite, um homem é morto na cama de Nora Timmer (Jolene Blalock), a assistente do Procurador-geral. Sem sombra de dúvidas que foi uma violação impedida, em autodefesa, por uma bala.
Quando um estranho, Luther Pinks (LL Cool J), aparece no departamento policial com uma outra versão de como o homem foi morto, o jogo começa. Ford Cole (Ray Liotta), o Procurador-geral (amante de Nora) tem até ao amanhecer para resolver o mistério do assassinato ou ser implicado na sua teia.
A sua investigação rapidamente aponta para o homicídio não ser senão um prelúdio para um crime maior que acontecerá às 5h da manhã. Mas a natureza do que está para acontecer não é clara. Ford tem as restantes horas da noite para resolver este mistério, impedir um crime, e, não menos importante, desmascarar uma mulher muito complexa, a sua amante.
A Verdade é apenas um Truque de Luz.

 

A história é envolvente e nunca nada é o que parece. Achei interessante que nesta 'teia' se tenha referido questões raciais e especialmente o termo bi-racial.

 

Recomendo.

 

link do postescrito por anid, às 14:32  opina à-vontade

2.11.09

Este é um daqueles filmes impossíveis de se esquecer depois de se ver. Já o tinha visto há um bom par de anos e ontem deu no TVCine, o qual aproveitei para (re)ver e mais uma vez fiquei afectada com ele. Recomendo, mas aviso desde já que o filme é longo.

 

 'Quando o céu e a terra mudaram de lugar' (no seu original 'Heaven & Earth', de 1993) é uma história impressionante e emocionante sobre sobrevivência durante e o após a Guerra do Vietname.  De um lado temos a vietnamita Le Ly, que vive numa aldeia pacífica e idílica, que planta arroz e o colhe, com a sua mãe, o seu pai e irmãos. Durante o conflito, é torturada pelas duas facções e após o conflito vê-se num mundo totalmente diferente do seu como são os Estados Unidos da América. Do outro lado, temos um sargento norte-americano (Tommy Lee Jones), que durante o conflito se mostra preocupado e terno. Com o regresso ao seu país de origem, transforma-se num homem neurótico.

Oliver Stone baseou-se em dois relatos autobiográficos de uma vietnamita, Le Ly Hauslip, When Heaven and Earth Changed Places e Child of War, Woman of Peace,

 

Este foi o terceiro filme de Oliver Stone sobre a guerra do Vietname, vista sob diferentes perspectivas.

O primeiro foi 'Platoon - os Bravos do Pelotão', que retratava a guerra em si, a luta dos soldados americanos; depois veio 'Nascido em 4 de Julho'('Born on the Fourth of July'), a história de um soldado que volta paraplégico para os Estados Unidos e que acaba por se tornar num activista pela retirada das tropas americanas do Vietname.

 

link do postescrito por anid, às 14:25  opina à-vontade

15.9.09

 

Faleceu o actor Patrick Swayze, após uma árdua e intensa luta contra o cancro da pâncreas.

Conhecido essencialmente pelos seus dotes de dançarino, que mostrou prontamente no filme de 1985 'Dirty Dancing', ainda nos mostrou os seus dotes vocais na canção 'She's like the win' no mesmo filme. Com pouco êxitos na sua carreira, ainda ficou marcado na nossa memória o filme 'Ghost - O espírito do Amor', em que contracenou com Demi Moore, 'Ruptura Explosiva', com Keanu Reeves, e ainda a série 'Norte e Sul', de 1985.

 

 

 

link do postescrito por anid, às 15:17  opina à-vontade

17.8.09

Não sei porquê, mas independentemente das vezes que tenha visto o filme, gosto sempre de o ver.

O filme 'Fame' (1980), que deu origem à série homónima de sucesso, é simples, abordando apenas algumas situações dos três anos que duram os cursos, mas mostrando cenas que me fazem ficar presa ao ecrã como a cena em que todos começam a tocar, a cantar e a dançar na cantina ou em que o pai da personagem Bruno Martelli coloca no seu táxi a música 'Fame' e todos invadem a rua para dançarem...

 

link do postescrito por anid, às 12:19  opina à-vontade


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